08.16.09
As irmãs de Hannah

Gosto de filmes do Woody Allen pelo seu humor fino, pela forma inusitada como ele consegue retratar a comédia das relações. O filme “Hannah e suas irmãs”, drama cômico lançado 1986, é mais uma obra exemplar deste diretor tão aclamado.
O enredo se desenvolve em torno de Hannah, Holly e Lee. Irmãs que em comum têm apenas o material genético!
Hannah (Mia Farrow) é a mais velha. Divorciada de Mickey (Woody Allen), casada com Elliot (Michael Caine), mãe de quatro filhos e atriz de sucesso, é ela, aparentemente, a mais bem resolvida das irmãs.
Holly (Dianne Wiest) é a típica “looser”: atriz frustrada, ex-viciada em drogas, problemática e de baixa auto-estima. Leva sua vida transitando entre fiascos (geralmente financeiramente patrocinados por Hannah).
Lee (Barbara Hershey) é a mais jovem das irmãs. Mantém um relacionamento (quase digno de Nabokov) com seu antigo professor, Frederick (Max Von Sydow), um homem muito mais velho e que insiste em tratá-la como uma estudante adolescente.
Logo durante os primeiros minutos do filme descobrimos que Elliot, marido de Hannah, nutre uma paixão secreta por Lee. Paixão esta que põe em sério risco a “vida perfeita” de Hannah!
Lee, por sua vez, vê-se presa em uma relação falida com (o praticamente autista) Frederick, que insiste em fechar-se ao resto do mundo enclausurando-se em seu apartamento.
Paralelamente, temos a história do hipocondríaco Mickey, que terá sua vida transformada perante a possibilidade de um doença séria (e verdadeira).
Woody Allen agrupou neste filme todos os seus elementos favoritos: Nova York, amor, traição, religião e arte. E assim produziu mais uma de suas obras-primas, que acabou lhe rendendo vários prêmios, dentre os quais: um Oscar, dois BAFTA’s, um Globo de Ouro e um César. Muito bem merecidos, vale ressaltar!
(Para quem quiser conferir se foram mesmo merecidos, basta clicar aqui! )
04.26.09
“O leitor”

Assisti o tão bem elogiado e premiado filme “O leitor” neste último sábado. E francamente, sou obrigado a concordar com todos os elogios e prêmios que a obra arrecadou!
Stephen Daldry foi genial em sua adaptação cinematográfica do livro. A forma como ele retratou o relacionamento entre uma mulher mais velha e um garoto adolescente chega quase a ser pura, sem malícias.
Kate Winslet também está perfeita, simplesmente soberba! Sua atuação impecável é, com certeza, um dos pontos altos do filme! Podemos sentir o todo o constrangimento da personagem por ser iletrada, toda a sinceridade e dor quanto ao que fazia em seu passado quando trabalhava para a o partido nazista como guarda de um campo de concentração.
É impossível desacreditá-la quando justifica os atos monstruosos que cometeu junto a suas companheiras de trabalho afirmando estar apenas cumprindo ordens, executando seus papéis. É também impossível não sentir pena quando ela assume a culpa pela morte de trezentas mulheres que foram trancadas numa igreja em chamas apenas por não querer admitir perante à corte o seu analfabetismo.
Daldry inova ao tratar deste tema tão delicado do passado alemão sem criar vilões ou mocinhos. Ele chama a atenção para toda a ignorância de pessoas que apenas pensavam estar trabalhando para um bem melhor, para melhorias em seu país. Pessoas que simplesmente cumpriam ordens! Também retrata a hipocrisia da alemanha pós-nazista e a sua necessidade de tentar punir alguns poucos pelos erros de uma nação inteira!
“O leitor” não é apenas mais um filme sobre o nazismo, mas sim um filme sobre o poder das palavras!
03.21.09
Skins

Cartaz de uma campanha publicitária que foi censurada pelas autoridades britânicas.
Skins é uma série britânica que foca na vida de um grupo de adolescentes da cidade de Bristol. A série está em sua terceira temporada atualmente.
A série é conhecida por causar polêmica pelo seu modo sem censuras de retratar a juventude inglesa. Para tal não faltam cenas de sexo e (ab)uso de drogas (tanto que o nome da série vem da chamada “seda”, ou, papel para enrolar baseado).
Enquanto as séries “teens” normalmente se preocupam em passar lições de moral através de seus episódios, skins simplesmente apresenta um modo de vida ao qual cabe ao telespectador condenar ou não.
Apesar de às vezes exagerar no “no-sense”, na maioria das vezes a série retrata a adolescência de forma inteligente, real e sem clichês. Seus episódios são bem escritos e seus personagens instigantes.
Uma série que vale à pena ser vista!
11.30.08
Mordaça no Estadão
Estou para escrever este post faz uma semana, entretanto, como esta semana foi a do ENEM acabei ficando meio sem tempo para fazê-lo. Enfim, passado o Enem, aqui vos escrevo:
A Bienal do Livro de São Paulo, que teve fim no dia 24 de agosto, contava com uma exposição deveras interessante sobre a censura, realizada pelo governo brasileiro durante era da ditadura, ao jornal O Estado de São Paulo.
A história é mais ou menos a seguinte:
A edição do dia 13 de dezembro de 1968 do ESTADÃO foi proibida de ser distribuída devido seu conteúdo considerado inadequado pelo governo, que o considerava subversivo e contrário à ditadura.
A redação do jornal, à partir de então, passou a contar em seu staff com dois funcionários do governo, os censores. Que tinham como função ler todo o material à ser publicado e “filtrar” tudo aquilo que fosse considerado inconveniente ao governo.
Devido ao grande número de matérias censuradas, o jornal, de modo a cobrir os “buracos” deixados em suas publicações, passou a publicar receitas, poesias e propagandas, que algumas vezes eram críticas implícitas à ditadura.
O jornal funcionou nesse regime até o dia 3 de Janeiro de 1975, quando os censores finalmente foram retirados da redação. No entanto, a ditadura no Brasil, só veio à ter seu fim quase dez anos depois.
09.15.08
Melinda e Melinda
Neste último fim de semana dei uma passada na locadora e dela trouxe um filme escrito e dirigido por Woody Allen, cujo nome é “Melinda e Melinda”.
A história começa em uma mesa de restaurante, onde um grupo participa de uma acalorada discussão entre dois cineastas: um deles defende a idéia de que a vida é regida pela comédia e o outro pelo drama. Um dos integrantes do grupo propõe contar uma história e cada cinesta deveria adaptá-la ao gênero preferido.
A história é sobre uma mulher chamada Melinda, que durante uma certa noite entra furtivamente na vida de um casal alterando-a completamente (de forma trágica ou cômica).
O filme mostra as duas versões paralelamente (drama e comédia). Um exemplo clássico do talento de Woody Allen em produzir tanto comédias quanto dramas.
Entretanto, devo admitir, gostei muito mais da versão dramática!
08.23.08
Invasão Sueca
A “Invasão Sueca”, festival de música que contará com a presença das bandas escandinavas Shout out Louds, Peter Bjorn and John e Club 8, está confirmada para o próximo mês.
As primeiras apresentações ocorrerão durante os dias 19 e 20 de setembro no Recife, capital do Estado de Pernambuco, dentro do festival “No ar Coquetel Molotov” que será realizado no Centro de Convencões da UFPE, os ingressos custarão de R$15 (meia) a R$30 (inteira). Em seguida as bandas partem para Curitiba, capital do Estado paranaense, onde se apresentarão no bar “Era só o que faltava” no dia 22. E durante os dias 23 e 24 será a vez dos moradores da capital paulista, que poderão assistir aos shows de Shout out Louds e Peter Bjorn & John no Studio SP por ingressos à R$50 (antecipado), e Club 8 no SESC Vila Mariana por R$20 (inteira).
Para os que quiserem conhecer as bandas, seguem links de sites oficiais e videos no Youtube:
- SHOUT OUT LOUDS
Site oficial: www.shoutoutlouds.com
Myspace: www.myspace.com/shoutoutlouds
Shut your eyes
* Esta música foi trilha sonora de um comercial de carro que passou à exaustão na televisão, portanto, vocês já devem tê-la ouvido!
Minha opinião: Suas músicas, segundo meu Windows Media Player, são classificadas como “rock”, entretanto, devo acrescentar que também possuem uma certa levada “indie pop” e são bastante agitadas. Possuem dois cds lançados no mercado, são eles: “Howl Howl Gaff Gaff” de 2005 e “Our Ill Wills” lançado no ano passado. Ambos os cds são muito bons, apesar de não apresentarem muitas diferências entre si, o que aliás, neste caso, não pode ser considerado um defeito. Afinal, como diz o ditado: “não se mexe em time que está ganhando”.
- PETER BJORN & JOHN
Site oficial: http://www.peterbjornandjohn.com/
Myspace: www.myspace.com/peterbjornandjohn
Young Folks
* Os que assistem a série Gossip Girl devem lembrar do assobio desta música que toca no início do episódio piloto da série (na cena na qual Serena está chegando à cidade de trem).
Minha opinião: A banda faz um som “indie pop”, suas influências, segundo os próprios integrantes, “vão de Gershwin ao novo single de Justin Timberlake”. Seu melhor cd (em minha opinão) é o “Writer’s Block”, que aliás, foi pelo qual a conheci.
- CLUB 8
Myspace: www.myspace.com/club8
Love in December
Minha opinião: Não tenho muito o que falar desta banda pois só ouvi um música (a do vídeo acima), entretanto, vou arriscar dizer que também faz o gênero “indie pop”, com músicas mais calmas ( love in december ao menos). Caso eu esteja errado, por favor, não me crucifiquem! Vou ver se baixo um cd deles e escrevo uma resenha depois.


