11.30.08
Mordaça no Estadão
Estou para escrever este post faz uma semana, entretanto, como esta semana foi a do ENEM acabei ficando meio sem tempo para fazê-lo. Enfim, passado o Enem, aqui vos escrevo:
A Bienal do Livro de São Paulo, que teve fim no dia 24 de agosto, contava com uma exposição deveras interessante sobre a censura, realizada pelo governo brasileiro durante era da ditadura, ao jornal O Estado de São Paulo.
A história é mais ou menos a seguinte:
A edição do dia 13 de dezembro de 1968 do ESTADÃO foi proibida de ser distribuída devido seu conteúdo considerado inadequado pelo governo, que o considerava subversivo e contrário à ditadura.
A redação do jornal, à partir de então, passou a contar em seu staff com dois funcionários do governo, os censores. Que tinham como função ler todo o material à ser publicado e “filtrar” tudo aquilo que fosse considerado inconveniente ao governo.
Devido ao grande número de matérias censuradas, o jornal, de modo a cobrir os “buracos” deixados em suas publicações, passou a publicar receitas, poesias e propagandas, que algumas vezes eram críticas implícitas à ditadura.
O jornal funcionou nesse regime até o dia 3 de Janeiro de 1975, quando os censores finalmente foram retirados da redação. No entanto, a ditadura no Brasil, só veio à ter seu fim quase dez anos depois.
